A trajetória do sujeito que emerge no ‘Novo Drama’ criado por Ibsen, por Tereza Menezes

Na Grécia Clássica o homem era um membro da Polis, um cidadão que participava de eventos cívicos e políticos, tais como os Festivais de Tragédias e Comédias que eram um espetáculo cívico, estético e religioso.

Na Idade Média o homem era considerado como um ser decaído, corrompido pelo pecado e submetido ao arbítrio da Igreja Católica. Seu mais expressivo teatro acontecia em praça pública, sob a vigilância da Igreja, eram os Mistérios Medievais, realizados pelas corporações. Narravam, de forma linear, os  diversos capítulos da criação, danação e salvação do homem.

No Renascimento o homem se destaca da natureza e do divino. Descobre a perspectiva, a profundidade e a densidade em sua arte. A Reforma Protestante de Lutero mostra que já não existe uma só verdade,  dando ao devoto a liberdade de interpretação pessoal dos textos sagrados. A Contra-Reforma da Igreja Católica determina que existe o livre arbítrio para pecar ou não pecar: o homem não é mais um ser obrigatoriamente corrompido, pode escolher não pecar mais e se salvar.
Ele é visto como um ser em transformação e, em seu teatro, nasce o Drama, um espetáculo centrado na relação interpessoal, isto é, no próprio devir humano.

No Iluminismo o homem conquista sua maioridade. Ele “ousa ousar seu entendimento”, como disse Kant. Para este filósofo, o homem é o sujeito de seu conhecimento. O mundo em si não tem sentido, é o homem que dá sentido a ele. Isto porque possui, em sua subjetividade, as regras inatas pelas quais os objetos podem ser reconhecidos. Este sujeito kantiano é um “duplo empírico-transcendental”, isto é, pode viver, ao mesmo tempo, as sensações empíricas (tudo que é sensível) e o entendimento (o racional) que é transcendental. O mundo sensível, que havia sido banido pelo racionalismo cartesiano, é valorizado em uma nova modalidade de drama, o melodrama.

No Romantismo o homem exalta o seu mundo interior. Idealiza o poder de seus sentimentos, intuição e fantasia, como meios de criar e conhecer a realidade. Em seu anseio de plenitude, ele quer abarcar o visível e o invisível e, para isso, se dá a liberdade de atribuir novos significados e sentidos às palavras, criando, em si mesmo, caminhos para a expressão de seus anseios. É o momento em que surge o Romance, gênero literário onde a subjetividade do leitor reina absoluta na fruição proporcionada pela sua fantasia pessoal.

No Realismo (e todos os seus desdobramentos que vivemos no século XX) o homem vê o desmoronar de seus ideais e sonhos de plenitude. Percebe-se só ao se atritar com o mundo exterior. Ele não quer mais o sonho, quer a verdade, mesmo que complexa e arredia à compreensão. Para lidar com esse ‘mundo real’ um novo sujeito começa a se constituir. Um sujeito que emergiu do mergulho em seu Eu idealizado e, para poder ver a si mesmo e ao mundo que o desafia, ele se dilacera, se fragmenta para poder entender os seus quereres conscientes e inconscientes. Percebe que já não há religião ou idealização que possam dar sentido a seus atos. Agora seus valores dependem de sua experiência pessoal, de seu estar no mundo com toda a liberdade para escolher o que quer ser a cada instante vivido.

O sujeito do Novo Drama, com o qual Ibsen sacudiu o mundo burguês, é um homem complexo movido por desejos que nem sempre reconhece como seus e, sobretudo, é um homem só, por não mais poder delegar a sua sorte a um poder divino. Por ser mais lúcido e mais sofrido, por perceber as muitas instâncias que o constituem, tem agora o poder e a necessidade de criar a si mesmo, de ressignificar todas as suas experiências o tempo todo. E, com toda a coragem, continuar escolhendo e abrindo seu caminho, ainda que seja um vôo cego e só, como acontece com cada um dos personagens da peça Espectros que Ibsen nos legou. Esta peça já é um sucesso... de sujeitos em movimento no espaço infinito do teatro.

Tereza Menezes

Lênin morreu de sífilis, e não de acidente vascular cerebral

"A REVOLUÇÃO FOI FEITA POR UM LOUCO COM SÍFILIS DO CÉREBRO"

Os historiadores, há muito concordam que o revolucionário russo Vladimir Ilitch Lênin sofreu uma série de três golpes que o levaram à morte. Mas uma nova evidência foi descoberta e parece mostrar que Lênin realmente sucumbiu à doença sexualmente transmissível, a sífilis.

Os soviéticos fizeram grandes tentativas para encobrir as verdadeiras razões do comportamento errático de Lênin e seus ataques repentinos de raiva nos anos que antecederam sua morte em 1924.

Mas agora a escritora britânica Helen Rappaport acredita ter encontrado a evidência que prova finalmente que Lênin sofreu de luetica endartitis - neurossífilis - uma forma da doença que afeta o cérebro.

Nos documentos arquivados na Universidade de Columbia em Nova York, ela encontrou uma referência à verdadeira natureza da doença de Lênin feita pelo eminente cientista russo Ivan Pavlov.

O vencedor do Nobel - famoso por seu trabalho de acondicionamento com cães – disse certa vez, que descobriu que a "revolução foi feita por um louco com sífilis do cérebro".

Rappaport, quem escreveu vários livros sobre a história da Rússia, acredita que provavelmente ele tenha contraído a doença de uma prostituta em Paris, por volta de 1902.

Os soviéticos atribuem o comportamento errático de Lênin à arteriosclerose - uma doença que afeta o cérebro e que imita a sífilis em muitas de suas características.

Desde o final de 1921 ele sofreu uma série de catastróficos ataques físicos levando-o à paralisia progressiva. Estado que o deixou, até o momento da sua morte, "confuso e como um indefeso aleijado, privado da faculdade da fala e com olhar fixo de louco", segundo relatou o cientista.

Rappaport fez a descoberta após a publicação do seu livro "Conspirador: Lênin no Exílio”, ele estava determinado a fundamentar sua alegação. Ele disse: “É a convicção tácita de muitos altos médicos e cientistas do Kremlin que Lênin morreu de sífilis, mas uma conspiração de décadas de silêncio foi imposta aos profissionais, pelas autoridades". Porém, apesar de tudo, ninguém foi mais eloqüente em sua afirmação sobre este fato que o grande professor Ivan Pavlov, pioneiro da teoria de Pavlov's Dog.

Depois da revolução em 1917, Pavlov se opôs violentamente contra os bolcheviques quando viu que a experiência monstruosa “soviética” tratava os seres humanos pior que sapos de laboratório experimental.

A caminho de um congresso em Londres, Pavlov tinha parado para visitar um velho amigo em Paris, o Dr. Mikhail Zernov. Durante a conversa mantida com Zernov, Pavlov contou que "Lênin havia padecido de sífilis e que durante seu tempo como líder soviético havia manifestado todos os sinais clássicos de alguém doente com paralisia progressiva provocada pela doença".

Pavlov sabia que os cientistas eminentes que foram chamados para examinar o cérebro de Lênin depois de a sua morte em 1924, todos eles concordaram com este diagnóstico.

"Era um segredo aberto entre eles, mas nenhum declarou publicamente sobre a doença e não existem registros oficiais soviéticos documentados. Os médicos do Kremlin que examinaram Lênin foram proibidos de falar sobre ele - sob pena de morte - e forçados a alterar a causa mortis no registro oficial".

A realização de gênio de Pavlov e sua utilidade para o Estado fez com que Lênin o cortejasse assiduamente. Segundo Rappaport, ele foi autorizado a fazer a declaração polêmica sobre a condição de Lênin, porque o líder russo tinha lhe concedido imunidade por ele ter sido útil para o estado.

Muitos outros nomes famosos do passado que haviam contraído sífilis, incluindo Nietzsche, Maupassant, Goethe e Donizetti - também experimentaram períodos de comportamento maníaco extremo seguido por episódios de colapso físico total.

Na foto: O corpo do líder bolchevique Vladimir Lênin se encontra no Mausoléu na Praça Vermelha de Moscou

Catatonia e morto-vivo


Awakenings (Tempo de Despertar)
Como Robin Williams e Robert DeNiro

Don't Say a Word (Refem do Silêncio)

The Testament of Dr Mabuse

Re-Animator (A Hora dos Mortos Vivos)
http://www.youtube.com/watch?v=uTmVIFgUdR4
Madrugada dos Mortos (Medo!!)

Ingmar Bergman: Ghosts





Ghosts

Royal Dramatic Theatre, Main Stage, 2002
A radically re-worked version of Ibsen's drama.


"Much happiness is associated with Ghosts, and I think it's a good play of to round 
off with."
- Ingmar Bergman


"It feels as if Strindberg and Bergman have got together over a few beers and decided 
to hot up Ibsen."
- Stefan Eklund, Borås Tidning

 



When Ingmar Bergman staged Ghosts at the Royal Dramatic Theatre in 2002 (premiere 9 February), it was a heavily adapted version of Ibsen's play that appeared on the stage. Bergman moved things around, re-wrote them, took away certain parts and added some of his own. This radical re-working placesPernilla August's Mrs Alving at the absolute centre of events. Bergman also inserted some lines fromStrindberg's The Pelican and The Ghost Sonata. In this way he drew together two of his most cherished dramatists in one and the same production.
The work was performed on the main stage of the Royal Dramatic Theatre. The set suggested a 19th century interior. A high window at the back of the stage gave a glimpse of a park through a rainy mist. Long, heavy, dark green velvet curtains flanked the window. A portrait of the deceased Chamberlain Alving gave a silent reminder of his presence in the lives of the characters even after his death. The action itself took place at the front of the stage. The furniture was arranged on the revolving stage, gradually turning to change the set, with the interiors and actors always facing out towards the audience. Although the play was performed on the main stage, an intimate chamber atmosphere was created. Many critics interpreted the production as a celebration of the tradition represented by the Royal Dramatic Theatre, in particular the quality of its acting.
References
O. G. Brockett, History of the Theatre, ninth edition, New York: Allyn & Bacon 2002.
Bernt Olsson and Ingemar Algulin, Litteraturens historia i Sverige, Norstedts Förlag, 1987.
Henrik Sjögren, Lek och raseri: Ingmar Bergmans teater 1938-2002 (Carlssons Bokförlag 2002).
Per Arne Tjäder, Fruktan, medkänsla och kritisk distans: Den västerländska dramateorins historia, Studentlitteratur, 2000

Montagem em 2003 de 'Ghosts', por Ingmar Bergman


Epílogo aos Espectros de Ibsen, por James Joyce

Caros vivos: o peso em vossa consciência
O velho rabugento o torna suportável;
Deixai que um derradeiro espectro apareça:
Sou o fantasma do finado Capitao Alving.

Silenciado e sufocado por meu passado
Tal como o cavaleiro sujo e dissoluto,
Me esforço pra poder subir até o tablado
E ali dar voz a uma opinião que guardo há muito.

Em termos de trocar casórios por velórios
Ninguém melhor que o Pastor Manders. O fato
É que eu, que nao sou pato em jogo de avelórios,
Deixo que a gansa dê prum ganso qualquer trato.

Minha mulher me deu um rebento bichado
E nossa criada teve uma bisca robusta;
Teu nome é alegria, ó Paternidade –
Mas só quando se sabe quem gerou os frutos.

Que fui o genitor dos dois é o que as mulheres
Me juram de pés juntos. Diz pra mim, ó Fado,
Se é que tu podes, ou então se é que tu queres,
Por que é que ela nasceu sadia e ele estragado.

Olaf pode arrastar-se em pedregosa senda
E ter vida tão casta quanto a de Suzana,
Mas também pode, em alguma sauna horrenda,
Vir a pegar seu quantum est de Pox Romana.

Mas Haakon erra em meio às rosas de sua via;
Assim, na farra, enchendo a cara, ele caminha,    
E acaba com um sorriso em seu último dia
Sem que se veja em seu nariz nenhuma espinha.
                                                                                                    
Receio e não compreendo coisas tais como estas,  
Mas se eu pintei e bordei como um perfeito louco,
Lembrai como uma criada de roupas modestas
Conhece sempre um jeito de nos dar o troco.

Quanto mais tremo e tomo duma jarra grande
Meu ponche espirituoso à meia-noite, mais
Eu me inquieto, mais me indago por que o Manders
Jantava tanto em  nossa casa anos atrás.

A vikings – que  afundavam barcos – tais  como eu,   
Jamais importa o que é culpado do delito,
Seja a ACM, uma DV, uma TB
Ou então o capitão de um porto lá no Egito.

Culpai o mundo e não culpai ninguém – o engodo    
Da puta, as ansias dum amante, censurai;
Porém, acima de tudo, curai a todos;
Não pergunteis se este pecou ou se seu pai.

A choupana está em chamas. O biltre fingido,
O carpinteiro, induziu o padre em logro.
Se eles tivessem, como eu, umedecido
A pólvora, nunca teria havido fogo,

E se eu jamais tivesse sido tal e qual
Eu fui – debil, dissipador e dissoluto,
Nunca teria havido aplauso universal,
E a gente ficaria em casa sem assunto.
                                                                                                    

Joyce assistira a uma montagem de Espectros no Theatre des Champs Elysées em Paris antes de partir para a Suíça. Numa viagem de trem um mês depois, escreveu esse poema. Posteriormente, ao considerá-lo autobiográfico, pediu a Gorman que o publicasse em sua biografia, juntamente com a seguinte observação, que ele ditou ao biógrafo: "lsso (que é de fato uma grotesca amplificação  da defesa, tentada pelo próprio Oswald, de seu pai na peça) não deve ser interpretado, porém, como se ele não considerasse Ibsen o supremo poeta dramático, baseando suas crenças  nas  peças  posteriores, a partir de O pato selvagem, e naturalmente não significa que considere Espectros nada senão uma grande tragédia”.
O Capitao Alving, narrador do poema, afirma que acreditou ter sido o pai de dois filhos, um fora e outro dentro do casamento – Regina, uma moça saudável, e Oswald, enfermo congenitamente. Já que o poema, cujo tom oscila entre cômico e sério, é uma paródia das ideias de Ibsen quanto a “espalhar  a  culpa” e  quanto  a assim  chamada  “terrível  alusão”,  o  Capitao Alving,  seguindo o  rastro desse sentimento de culpa, e tirando proveito da sugestão em Espectros de que o Pastor Manders e a Sra. Alving antes se haviam enamorado, insinua maliciosamente que Manders foi o pai de  Oswald, e declara categoricamente que  os próprios pecados dele serviram de material para uma obra-prima dramática.
Ellmann afirma que o interesse de Joyce pelo tema do pai devasso lembra tanto seu próprio pai quanto ele mesmo, e que o paralelo poderia ser levado adiante, tendo-se em vista o fato de Joyce ter sido pai de uma criança enferma, Lúcia, e de outra saudável, mas o mesmo Ellmann acrescenta: “... só na alteridade da composição, na estância dramática de seu poema, ele terá se permitido pensar em seus filhos nesses termos. Enquanto Joyce era imanente no Capitão Alving, este era outra pessoa”.

Orfanato

Imagem capturada do documentário The Father of Modern Drama, Henrik Ibsen, Dramatist.

Sífilis

Sífilis terciária

Complicações neurológicas nesta fase incluem a "paralisia geral progressiva" que resulta em mudanças de personalidade, mudanças emocionais, hiperreflexia e pupilas de Argyll Robertson, um sinal diagnóstico no qual as pupilas contraem-se pouco e irregularmente quando os olhos são focalizados em algum objeto, mas não respondem à luz; e também a Tabes dorsalis, uma desordem da medula espinhal que resulta em um modo de andar característico. Complicações cardiovasculares incluem aortite, aneurisma de aorta, aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação aórtica, uma causa freqüente de morte. A aortite sifilítica pode causar o sinal de Musset (um subir e descer da cabeça, acompanhando os batimentos cardíacos, percebido por Musset primeiramente em si próprio).

Sífilis congênita

Sífilis congênita é a sífilis adquirida no útero e presente ao nascimento. Acontece quando uma criança nasce de uma mãe com sífilis primária ou secundária. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 40% dos nascimentos de mães sifilíticas são nascidos mortos, 40 a 70% dos sobreviventes estão infectados e 12% destes morrerão nos primeiros anos de vida. Manifestações de sífilis congênita incluem alterações radiográficas, dentes de Hutchinson (incisivos centrais superiores espaçados e com um entalhe central); "molares em amora" (ao sexto ano os molares ainda tem suas raízes mal formadas); bossa frontal; nariz em sela; maxilares subdesenvolvidos; hepatomegalia (aumento do fígado); esplenomegalia (aumento do baço); petéquias; outras erupções cutâneas; anemia; linfonodomegalia; icterícia; pseudoparalisia; e snuffles, nome dado à rinite que aparece nesta situação. Os "Rhagades" são feridas lineares nos cantos da boca e nariz que resultam de infecção bacteriana de lesões cutâneas. A morte por sífilis congênita normalmente é por hemorragia pulmonar.

Diagnóstico

Outro sintoma importante são dores de coluna e dores de cabeça freqüentes, que podem ser indicativos de um quadro de neurossífilis. Caso muitos dos episódios como os indicados acima sejam concomitante freqüentes na sua saúde, novamente considere importante uma consulta médica.


Texto completo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Sifilis

Cia. Mamba de Artes

TV Mamba: teatro, cinema, palestras, entre outros.


www.ciamamba.com.br


A Cia. Mamba de Artes foi fundada por Amanda Vieira, Flavio Barollo e Patrícia Castilho em 2008, iniciando sua trajetória a partir do desejo artístico de desenvolver uma pesquisa prática acerca de clássicos da dramaturgia mundial: sua relevância estética, atualidade de discurso e a possibilidade de diálogos com os diferentes meios de representação na contemporaneidade, como teatro e cinema.

O primeiro projeto da Cia. resultou no curta metragem “O sangue pelos filhos” inspirado na peça teatral “O Pelicano” de August Strindberg. Foi um trabalho de mais de um ano, entre pesquisa, adaptação do roteiro, os quatro meses de ensaios com os atores e a filmagem propriamente dita. Este trabalho foi convidado a participar do Festival BrasilCine, em Estocolmo, e parte da equipe teve a oportunidade de visitar a terra do dramaturgo Strindberg.

A viagem à Suécia e o balanço da experiência cinematográfica estimularam a Cia. a assumir o desafio de montar no teatro o texto original. Em 2009, “O Pelicano” estreou e fez duas temporadas em São Paulo, sob a direção de Denise Weinberg, com patrocínio da Eletrobrás e uma equipe técnica comprometida com a excelência artística que a obra exige. Recebemos os primeiros reconhecimentos da crítica, que deram impulso para prosseguirem: espetáculo classificado com três estrelas pela Revista Veja São Paulo; considerada uma das 10 melhores peças em cartaz pela Revista Bravo; além de ser capa do maior guia de teatro de São Paulo, o Guia OFF. Um ano depois, em 2010, “O Pelicano” voltou para sua terceira temporada.

Em se tratando de um texto clássico, o “O Pelicano” surpreendeu principalmente pelo grande interesse e receptividade dos jovens de ONGs e escolas que assistiram ao espetáculo, sendo o estopim para a criação do projeto Viva Cultura, cujo objetivo é que jovens possam cada vez mais desenvolver a própria cidadania através do poder transformador da arte, além de despertar aptidões e descobrir novos caminhos.

Atualmente a Cia. Mamba ministra um curso gratuito de teatro dentro do Espaço Claret Educação e Arte, e continua levando, também gratuitamente, seus jovens para assistir às suas e outras produções em cartaz.

Em 2010, a Cia. correalizou o espetáculo "Novelo", texto de Nanna de Castro, e direção de Zé Henrique de Paula. Em 2011, além da grande estreia de “Espectros”, texto original de Henrik Ibsen, adaptado por Ingmar Bergman, e direção de Francisco Medeiros, a Cia. tem previsão de um novo espetáculo de Strindberg, “Brincando com Fogo”.

O objetivo da Cia. Mamba de Artes é fazer uma pesquisa contínua e sistemática que permita o desenvolvimento de meios expressivos que potencializem o trabalho dos atores, além de buscar novos diálogos entre as diferentes linguagens artísticas, explorando, especialmente, o potencial estético e comunicativo da relação entre cinema e teatro. É através destes estudos que o grupo seleciona e conduz seu processo criativo, sempre em busca de um teatro contemporâneo, fundamentado no ator criador. A Cia. acredita que os núcleos artísticos estáveis que prosseguem e aprofundam suas pesquisas são fundamentais para o desenvolvimento e para a inovação estética das artes cênicas.

Ficha Técnica

texto original
HENRIK IBSEN

adaptação
INGMAR BERGMAN

direção
FRANCISCO MEDEIROS

elenco
CLARA CARVALHO
NELSON BASKERVILLE
PLINIO SOARES
FLAVIO BAROLLO
PATRICIA CASTILHO

tradução
CARLOS RABELO

dramaturgista
TEREZA MENEZES

dramaturgia corporal
NEIDE NEVES

direção musical
EDUARDO AGNI

iluminação
WAGNER FREIRE

cenografia
MARCIO MEDINA
CESAR RESENDE SANTANA

figurino
MARICHILENE ARTISEVSKIS

programador visual
SATO > casadalapa

assistente de arte e figurino
AMANDA VIEIRA

video projeção
RICARDO PALMIERI

fotógrafo
RONALDO GUTIERREZ

assistente de iluminação
ALESSANDRA MARQUES

arte educadora
ADRIANA LOBO MARTINS

assessoria de imprensa
MORENTE FORTE

operador de luz
IGOR SANE

operador de som
THEO BUENO

operador de video
VJ DADO FRANÇA

assistente de produção
LILIA VALENTE

produção executiva
LEANDRO VIANA
JAMIL KUBRUK

diretor de produção
LUQUE DALTROZO

apoio institucional
MINISTÉRIO DA CULTURA
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO - PROAC ICMS

patrocínio
ELETROBRAS

realização
SESC

idealização
CIA. MAMBA DE ARTES
VIVA CULTURA



O Pelicano, de August Strindberg



Curta: O Sangue pelos Filhos

Inspirado na obra de August Strindberg, O Pelicano.

O Sangue pelos Filhos from Mamba Produções on Vimeo.

Sinopse

Sinopse resumida:
ESPECTROS, famosa peça de Henrik Ibsen, ganha adaptação de Ingmar Bergman, que mexeu e reescreveu o texto, inseriu trechos de Strindberg, e colocou a figura da mãe (Clara Carvalho) como centro absoluto da trama. "É como se Strindberg e Bergman tivessem apimentado ainda mais o Ibsen." A peça se passa durante a volta do filho (Flavio Barollo), há muito tempo exilado pela mãe, para a cerimônia de inauguração de um orfanato em homenagem póstuma ao pai. A chegada do Pastor, amigo da família (Nelson Baskerville), o carpinteiro da obra (Plínio Soares) e revelações sobre empregada da casa (Patrícia Castilho), culminam num final surpreendente e inesperado entre mãe e filho.


****
Bergman, apesar de famoso mundialmente por sua carreira no cinema, tinha no teatro sua verdadeira paixão. Dirigiu mais de 50 filmes e mais de 170 peças, sendo sua última montagem em vida esta adaptação de “Espectros”, que ficou em cartaz em 2002 no Royal Dramatic Theatre, em Estocolmo, e também passou por Nova Iorque e Londres.

O texto escrito em 1881 pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, um dos mais inquietos e talentosos dramaturgos da virada do século XX, é considerado por muitos sua obra-prima. Absolutamente atual, “Espectros” trata de questões contemporâneas com uma eloquência e fluidez incríveis, inspirando Bergman a revisitar este texto. Em sua última adaptação para o teatro, o genial cineasta fez com que “Espectros” tivesse um diálogo fluído com as pessoas do século XXI, contribuindo para uma comunicação vibrante e emocionante com o público de hoje, defendendo o prisma de julgamento do espectador.

Para o diretor Francisco Medeiros, “Ibsen foi um dos grandes retratistas de seu tempo que em forma de texto desnudou a sociedade da época, o lado obscuro da sociedade e da família, um dos pontos que torna sua obra atualíssima”.

O que vemos no palco é uma versão adaptada com ousadia por Bergman sobre a peça de Ibsen. Como ele mesmo revelou, “com uma grande tesoura de aço, cortei em pedaços o férreo espartilho ibseniano, deixando os temas fundamentais intactos”. Bergman mudou coisas de lugar, re-escreveu, tirou alguns trechos e acrescentou ele próprio algumas partes ao texto. Este trabalho colocou a figura da mãe (Clara Carvalho, atriz premiada com Shell, APCA e Mambembe) como centro absoluto da trama. Bergman também inseriu algumas linhas das peças “O Pelicano” e “Sonata dos Espectros”, ambas de August Strindberg, autor que venerava desde a infância. Desta forma, ele reuniu dois de seus dramaturgos mais admirados numa única produção. A própria Cia. Mamba realizou em 2009 e 2010, também com patrocínio da Eletrobras, três temporadas da montagem “O Pelicano”, com direção de Denise Weinberg.

"É como se Strindberg e Bergman tivessem se encontrado, e depois de algumas cervejas tivessem decidido apimentar ainda mais o Ibsen", publicou um tabloide sueco na época da estreia de Bergman.

A real história de Espectros vai se revelando no decorrer do texto, como num suspense. “Todos se espionam o tempo todo, o que ajuda a criar o clima da peça”, diz Medeiros. “O único que tem a chave de algumas portas é o espectador, que mesmo assim, irá se surpreender com o desenrolar da história e os caminhos das personagens”, completa Medeiros.

“Espectros” nos revela os fatos transformadores que ocorrem na vida de cinco personagens durante um único dia, atravessando a madrugada, culminando no amanhecer do novo dia. A morte do pai começa a trazer a tona uma série de acontecimentos e discussões de valores que nunca haviam sido sequer comentados. Amores escondidos, segredos desvendados, adultério, encontros e desencontros, ciúmes, disputas de poder, temas que continuam vivos na atualidade.

Ágil em sua construção dramatúrgica, o texto transita na volta do filho (Flavio Barollo), há muito tempo exilado pela mãe (Clara Carvalho), para a cerimônia de inauguração de um orfanato em homenagem póstuma ao pai. Nesse encontro tem início as revelações sobre a verdadeira natureza do pai, os motivos que levaram o filho ao exílio, além de mistérios que norteiam os agregados dessa família nada convencional, como o Pastor Manders, amigo da família e gestor do orfanato (Nelson Baskerville), o carpinteiro da obra (Plínio Soares) e a empregada da casa (Patrícia Castilho), culminando com um final surpreendente e inesperado entre mãe e filho.

“Espectros” é uma metáfora sobre os valores culturais e morais que são passados de geração em geração, que acompanham estes personagens durante toda a vida, e que fazem parte da sua forma de ser no mundo. A metáfora é representada mais claramente pela doença que o filho herda dos pais. Todos os segredos que estão por trás da sólida fachada dessa família burguesa vem à tona, até que as paredes vão desmoronando uma por uma. Porém, Ibsen nos mostra que a necessidade do ser humano em descobrir sua essência verdadeira é tão grande, que ainda é possível que cada um dos personagens se mova, exorcize seus espectros, e siga seu verdadeiro caminho, seja ele qual for.

Ibsen fala sobre tabus que são revelados aos poucos ao espectador, e que ainda chocam muito as pessoas nos dias de hoje. “Com sua genialidade e vanguarda, provocou muita celeuma na época. Ele se auto exilou em 1864, por não aceitar os valores tacanhos de seu país. Escreveu ‘Espectros’ em 1881 em Sorrento, na Itália. A peça foi um escândalo sem precedentes, sendo proibida a sua encenação em toda a Europa durante alguns anos. Colocou uma lente de aumento na humanização das virtudes e dos defeitos, sem maniqueísmo”, diz Medeiros. Alguns ‘espectros’ que assombram este drama familiar são extremamente atuais, como a submissão da mulher no casamento, o fanatismo religioso, incesto, eutanásia, os padrões de comportamento, preconceitos, diferenças de classes sociais, amores proibidos e traições.

Estudos fotográficos feitos em 2009




Projeto social: Viva Cultura

O projeto Viva Cultura é uma organização não-governamental, comandada pela Cia. Mamba de Artes, que consiste em trabalhar com textos de relevância mundial e excelência artística, proporcionando cultura e oportunidades a jovens em situação de risco social através de acesso gratuito a oficinas e espetáculos da Cia.

Atualmente temos uma parceria com o Espaço Claret Educação e Arte, que é o mais novo espaço de cultura da Congregação dos Claretianos, que já tem mais de 100 anos de história no trabalho com jovens em situação de vulnerabilidade social. Fundado em 2008, O Espaço Claret está localizado no bairro da Santa Cecília, em São Paulo, e recebe jovens carentes da periferia, de 14 a 21 anos. Desde sua fundação, o Espaço Claret desenvolve trabalhos voltados à música, dança, culinária e artesanato, demonstrando vocação para o desenvolvimento cultural desses jovens.

O espaço proporciona troca de experiências, busca de conhecimento, convivência construtiva, respeito à diversidade, trabalho em equipe, consciência de cidadania e o cuidado pela vida e pela natureza. E desde 2009, a equipe da Cia Mamba de Artes ministra um curso gratuito de teatro para cerca de 20 jovens. É apostando nesta vocação que estabelecemos esta parceria para expandirmos as atividades ligadas às artes cênicas dentro da instituição.

Apresentação de final de curso (em HD)

Temporada 2011

A famosa peça de Henrik Ibsen ganha adaptação de Ingmar Bergman, que reescreveu o texto, inseriu trechos de Strindberg e colocou a figura da mãe como centro absoluto da trama. A peça se passa durante a volta do filho, há muito tempo exilado pela mãe, para a cerimônia de inauguração de um orfanato em homenagem póstuma ao pai. Direção de Francisco Medeiros, com Clara Carvalho, Nelson Baskerville, Plínio Soares, Flavio Barollo e Patrícia Castilho.Teatro Anchieta. Duração: 90min. Censura: 14 anos.


PRIMEIRA TEMPORADA
De 14 de maio a 19 de junho de 2011
Sexta 21h, sábado 21h e domingo 19 horas.
Ingresso: $32 (inteira), $16 (meia), $8 (comerciário)


Teatro Anchieta
Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245
Vila Buarque, São Paulo - SP
Fone: (011) 3234-3000 

SESC Consolação


SEGUNDA TEMPORADA
de 24 de junho a 25 de setembro de 2011
Sexta 21h, sábado 21h e domingo 19h
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), 10,00 (meia)

Viga Espaço Cênico
Rua Capote Valente 1323 (do lado do metrô Sumaré)
Fone: (011) 3801-1843



Contato para agendamento de grupos: Leandro (11) 8029 7029

Ensaios começam no dia 01/12/2011

No dia primeiro de fevereiro, começam os ensaios de Os Espectros!

Ensaios: 01/02 a 13/05/2011
Data: 5 dias por semana (seg a sex) / 4 horas por dia (nas últimas semanas 6 dias por semana ou 05 horas por dia)
Horário: segunda e sexta das 14h às 18h; terça à quinta das 18h às 22h
Local: a definir

Mural

Deixe seus comentários sobre a peça.